EDUARDO CUNHA PARTE PRA CIMA DE CATTA PRETA. ANUNCIA QUE IRÁ INTERPELAR JUDICIALMENTE A ADVOGADA DOS PETROLÕES
O
presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha e a advogada Catta Preta: tensão
de alta voltagem
O presidente da Câmara, Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) anunciou neste sábado por meio de sua conta no Twitter que vai
acionar a Procuradoria Parlamentar da Câmara para interpelar judicialmente, e
"independentemente da CPI", a advogada Beatriz Catta Preta. Na quinta-feira,
em entrevista ao Jornal Nacional, Catta Preta, responsável por nove acordos de
delação premiada na operação Lava Jato, acusou "integrantes da CPI"
da Petrobras de ameaçá-la. A advogada afirmou que, diante de "tudo isso
que está acontecendo" e "para preservar a segurança" de sua
família, decidiu abandonar a advocacia.
"A acusação atinge a CPI
como um todo e a Câmara como um todo, devendo ela esclarecer ou ser
responsabilizada por isso", escreveu o deputado. "Determinarei a
Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com a interpelação judicial
semana que vem, independente da CPI. A mesa diretora da Câmara tem a obrigação
de interpelá-la judicialmente para que diga quais ameaças sofreu e de quem
sofreu as ameaças", completou Cunha em sua conta na rede social.
Esta é a primeira vez que Cunha
se manifesta sobre as declarações da advogada. Nesta sexta-feira, o presidente
da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), criticou as acusações de Catta
Preta, que foi convocada a falar à comissão e depois desobrigada pelo Supremo
Tribunal Federal. "A CPI não ameaça ninguém. A CPI investiga. O que é mais
estranho é uma advogada criminalista que tem prestado serviços no país há muito
tempo alegar de uma hora para outra que está sendo ameaçada sem trazer nenhuma
pessoa que a ameaçou, sem trazer nenhum fato concreto", disse o deputado.
Entre os ex-clientes da advogada,
está o lobista Julio Camargo, da Toyo Setal, que, em sua delação, citou o
presidente da Câmara como destinatário de 5 milhões de dólares do propinoduto
que sangrou a Petrobras. Na entrevista ao Jornal Nacional, Catta Preta não
citou nomes de políticos, mas afirmou que a pressão aumentou depois que o
delator envolveu Cunha no esquema.
Pauta-bomba - Na rede
social, Eduardo Cunha também rebateu as afirmações do governo de que ele esteja
preparando a aprovação de um conjunto de medidas que aumentam os gastos da
União, Estados e Municípios, a chamada "pauta-bomba", na volta do
recesso parlamentar. "A tentativa de colocar nas minhas costas uma chamada
pauta bomba para prejudicar as contas públicas não tem o menor sentido. Tenho
absoluta consciência do momento de crise econômica e sempre me pautei por
posições contrárias ao aumento dos gastos públicos", escreveu o deputado
no Twitter.
Cunha também ressaltou que a
"paralisia da economia" não é culpa do Congresso e criticou o governo
federal, frisando que não houve corte de gastos, mas apenas redução dos
investimentos. Segundo ele, o governo poderia ter reduzido o número de
ministérios e cargos de confiança. "Mesmo que para a economia isso não
fosse tao significativo, o exemplo seria um importante sinal para a
sociedade", disse o presidente da Câmara. (Do site da revista Veja)
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