"É tempo de parar de falar em ajuste", diz presidente do PT
SÃO PAULO - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, negou
nesta sexta-feira em Aracaju (SE), que o partido esteja em crise e adiantou que
o congresso da legenda, que será realizado na próxima semana, servirá para
marcar diferenças dos petistas com “muitas medidas que estão sendo tomadas
neste momento”.
- É tempo de parar de falar em ajuste e falar em
investimentos, emprego, distribuição de renda, como sempre fizemos - disse o
petista, em entrevista coletiva.
Rui Falcão, mais uma vez, defendeu o
ex-tesoureiro da legenda, João Vaccari Neto, preso desde abril em meio
a acusações de participação em crimes na operação Lava-Jato, que investiga
corrupção e distribuição de propinas por empresas contratadas pela Petrobras.
Segundo Falcão, os recursos recebidos por empresas pelo PT são chamados de
“propina”, enquanto os recursos atribuídos a outras legendas são vistos “como
se fossem doações da Irmã Dulce”.
- Não há nenhuma prova material contra ele (Vaccari). As
maquinações que levaram à prisão dele já foram todas desmentidas, como a
movimentação financeira, que é totalmente compatível com seus rendimentos.
Esperamos que ele seja solto brevemente porque não se pode condenar ninguém sem
provas - disse Falcão.
O dirigente falou ainda que a legenda deve reagir contra a
investida de facções do Judiciário".
- No PT, se alguém for comprovadamente envolvido em
corrupção, não continuará nas nossas fileiras. Mas não vamos admitir qualquer
facção do Judiciário que queira incriminar o PT ou os movimento sociais.
O presidente do PT afirmou que seu partido não está em crise
e disse que o partido cresceu este ano com 17,7 mil novas filiações, além de
139 mil pedidos aprovados aguardando o que os petistas chamam de “bastimo”, ou
seja, a confirmação dos novos filiados em plenária.
- Nós não estamos em crise, apesar do que a direita
conservadora, a mídia monopolizada e aqueles que não se conformam com a derrota
na eleição fazem contra nós - disse o petista, que completou: - Para cada um
querendo sair tem três querendo entrar.
CRÍTICA A EDUARDO CUNHA
O líder petista disse ainda que seu partido não será
“varrido” das urnas nas eleições municipais e que uma demonstração de que o PT
não está fraco é que “ninguém chuta cachorro morto”.
Rui Falcão também criticou o presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em razão da reforma política:
- Com esse Congresso que está aí, não haverá a verdadeira
reforma política. Está em curso uma contrarreforma. O presidente da Câmara faz
uma manobra, derrotado numa votação, na mesma sessão coloca uma questão vencida
para impor ao país o financiamento das empresas nas campanhas políticas. O
financiamento empresarial é a porta de entrada da corrupção na política.
Segundo Falcão, a presidente Dilma Rousseff deverá vetar o
projeto de lei 4330, que prevê mudanças na contratação de terceirizados. (O Globo)
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